Criado em 2024, o Ciclo de Debates sobre Branquitude surgiu com a proposta de reunir pessoas interessadas em coletivizar estratégias de reconhecimento do pacto da branquitude e de enfrentamentos ao racismo. A terceira edição acontecerá em Outubro de 2026, totalmente online, com debates instigados a partir do relato de atuação de profissionais que partem de uma perspectiva racializada nos espaços em que estão inseridas.
Depois de reunir centenas de pessoas em suas primeiras edições, o terceiro ciclo segue o movimento de apresentar especialistas de diversas áreas que compreendem que o racismo afeta todas as pessoas de nossa sociedade de maneiras distintas. Com o objetivo de centralizar a discussão na branquitude, os encontros serão um momento em que os facilitadores compartilham vivências em suas áreas de atuação, no intuito de propor que pessoas brancas nomeiem sua branquitude e os privilégios gerados, voluntária ou involuntariamente, a partir dela.
Gratuito e aberto a pessoas interessadas de todas as áreas. Não é necessário conhecimento prévio. Os links para os encontros serão enviados por e-mail após inscrição (caso não receba, observe também a caixa de Spam).
Data do Evento: 5 a 9 de Outubro de 2026
5 dias de encontros
(online), cada dia com duas sessões (1h20 cada)
05/10 - Cultura,
resistência e criação de vida: Thais Nunez e Barca Aberta (Camila Noguez e Daniela Izolan)
06/10 - Psicanálise em frente ao contemporâneo: Marina Reigado e Joana
Waldorf
07/10 - Ações
afirmativas nas instituições psicanalíticas: Stéphanie Jobst e Juliane Padim
08/10 - Psicanálise
e políticas públicas: Ale Mujica e Juca Martins
09/10 - Pensamento
radical negro: Tainara Pinheiro e Paulo Navasconi
Local:
Ambiente virtual - Zoom e Google Meets
Redes sociais de divulgação:
Instagram: https://www.instagram.com/oveunesp
https://www.instagram.com/marianamcabeca
https://www.instagram.com/minhabranquitude
https://www.instagram.com/instituto_dalma
Público-alvo: Aberto a comunidade acadêmica e geral.
Coordenador:
Mariana Cabeça, Rayssa Kirinus,
Edgar Bendahan Rodrigues
Telefone
para contato: (16)99246-9995
E-mail do evento: dialogossobrebranquitude@gmail.com
Número
de vagas: 300 vagas
Realização: Mariana Cabeça, OVE/Unesp, Minha Branquitude
Apoio: OVE/UNESP,
Instituto D’Alma.
Comissão
Organizadora: Mariana Cabeça, Rayssa Kirinus, Edgar Bendahan Rodrigues
Programação do Evento:
3º Ciclo de Debates sobre Branquitude
5 dias de encontros
(online), cada dia com duas sessões (1h20 cada)
05/10 - Cultura, resistência e criação de vida
Sessão 1 – 17h:
Thais Nunez
Thaís Nunes de
Souza é graduada em psicologia pela UNESP/Assis, artista gráfica e produtora
cultural, Agente Territorial de Cultura do Programa Nacional dos Comitês de
Cultura do MinC, Articuladora do Fórum de Políticas Culturais do Interior
Profundo.
Sessão 2 – 18h30: Barca Aberta (Camila Noguez e Daniela Izolan)
Camila Noguez é
sanitarista, psicanalista, mestre em Saúde Coletiva, doutoranda pela UFRGS e
supervisora clínica. Membra cofundadora da Clínica Feminista Antirracista da
UFRGS, do Coletivo Psis Pelo Direito de Decidir e do Instituto Espaço Barca
Aberta. Realiza formações junto a profissionais de saúde e lideranças
comunitárias.
Daniela Izolan é psicóloga e
mestranda em Psicanálise pela UFRGS. Foi membra cofundadora do Coletivo
Psicanálise na Praça/POA e membra cofundadora do Instituto Espaço Barca Aberta.
Dedica-se ao trabalho clínico em consultório particular e pesquisa os efeitos
das ações afirmativas nas instituições psicanalíticas
06/10 - Psicanálise em frente ao contemporâneo
Sessão 1 – 17h:
Marina Reigado
Marina Reigado é
psicóloga formada pela UFMG e especialista em Teoria Psicanalítica pela mesma
universidade. Iniciou os estudos em teoria winnicottiana em 2008 e, desde
então, tem se dedicado às articulações do pensamento do autor com temas
contemporâneos. É fundadora do “Pensando Winnicott” espaço de estudos da teoria
winnicottiana articulada à clínica contemporânea e ao contexto brasileiro e
atualmente é supervisora clínica do GIPA - Grupo de Iniciativa Psi
Antirracista.
Sessão 2 – 18h30: Joana Waldorf
Joana Waldorf é
artista e psicanalista, compõe sua prática atuando com diversos coletivos. É
docente no Instituto D'Alma, onde também coordena o núcleo de estudos de gênero
e psicanálise Clínicuz. É co-fundadora da Roda(da) Diversidade: psicanálise e
vivências LGBTQIAP+, e co-criador do ateliê Beira.
07/10 - Ações afirmativas nas instituições psicanalíticas
Sessão 1 – 17h:
Stéphanie Jobst
Stéphanie Jobst
é psicanalista, supervisora clínica, pesquisadora e multiartista. É fundadora e
diretora do Instituto D'Alma, uma organização dedicada à formação em
psicanálise e à democratização do acesso ao cuidado em saúde mental.
Especialista no desenvolvimento de projetos que articulam psicanálise,
filosofia, arte e justiça social, com ênfase em práticas antirracistas e
decoloniais.
Sessão 2 – 18h30: Juliane Padim
Juliane Padim é
psicóloga de orientação psicanalítica, com experiência clínica, hospitalar e em
gestão de saúde mental. Integra o Letrapreta e articula o cuidado e racilização
aos debates sobre letramento racial, decolonialidade e ações afirmativas nas instituições.
08/10 - Psicanálise e políticas públicas
Sessão 1 – 17h: Ale
Mujica
- Ale Mujica é ativista, pesquisadore, tradutor, médico e psicanalista.
Mestre e doutore em Saúde Coletiva (UFSC). Pós-doutorande no Interdisciplinar
em Ciências Humanas (UFSC). Pesquisa: saúde, gênero e sexualidades; saúde
sexual e (não) reprodutiva; corponormatividade; gordofobia/gordoódio;
colonialidade/racismo; e políticas públicas. Integra o Laboratório Afinidades,
do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Infância (CIEN).
Sessão 2 – 18h30: Juca Martins
Juca Martins é
psicólogo clínico, formado pela UNESP/Assis, e mestrando em Psicologia Social
pela USP. Integra a frente de pesquisa do Instituto Brasileiro de
Transmasculinidades - Núcleo São Paulo (IBRAT-SP). Atua também em equipe
multiprofissional no Ambulatório de Famílias, Adolescências e Infâncias com
Variabilidade de Gênero, do Núcleo TransUnifesp. Desenvolve sua atuação e
pesquisa na interface entre produção de subjetividade, políticas públicas e
marcadores sociais da diferença.
09/10 - Pensamento
radical negro
Sessão 1 – 17h:
Tainara Pinheiro
Tainara Pinheiro
é antropóloga, psicanalista e autora de Negra Quando?, publicado pela Blucher.
Mestra em Sociologia e Antropologia (UFPA) e especialista em Psicanálise e
Relações de Gênero (IPPERG), pesquisa relações raciais, gênero, subjetividade e
política.
Sessão 2 – 18h30: Paulo Navasconi
Paulo Vitor Palma Navasconi é psicólogo, mestre e doutor pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). É Professor Assistente Doutor da UNESP – Assis, coordenador do Grupo de Pesquisa Travessias em Psicologia e do NUPE – Núcleo Negro para Pesquisa e Extensão. Dedica-se aos estudos relacionados à raça, gênero, violência contra a população negra, história da Psicologia e comportamento suicida.