I FLIC – FÓRUM DE LITERATURA COMPARADA

I FLIC – FÓRUM DE LITERATURA COMPARADA

online Este é um evento online

Sobre o evento

Estão abertas as inscrições para o I Fórum de Literatura Comparada (FLIC) promovido em parceria pela UNESP, pela UEL e pelo IFPR. O evento será realizado de forma totalmente online, no dia 03 de agosto de 2026, nos períodos matutino (9h-11h30), vespertino (14h- 16h30) e noturno (19h30-21h00).

O FLIC foi idealizado com o objetivo de oportunizar um espaço para estudos e debates aprofundados sobre a Literatura Comparada e incentivar a produção acadêmica dessa linha de pesquisa.


Serão oferecidos 10 Simpósios Temáticos, todos eles contemplando áreas de estudo da Literatura Comparada, para que cada pesquisa encontre um espaço de trocas e debates.

-  Prazo para submissão de resumos: 31 de julho de 2026

- Limite de autores por resumo: 03 (três), contando o professor orientador


✍️ Limite de resumos por autor: 02 (dois)

- Apresentações: 03/08/2026


São bem-vindos integrantes do corpo discente e docente, pesquisadoras e pesquisadores de qualquer curso e instituição de ensino. 

Os resumos apresentados serão publicados em Anais do evento, com possibilidade de publicação dos trabalhos completos em obra coletiva.


Participe, compartilhe suas ideias e fortaleça o diálogo acadêmico em torno da Literatura Comparada! 


Esperamos vocês!



Data do Evento: 03 de agosto de 2026

Local: online, via Google-Meet

Público-alvo: discentes, docentes, pesquisadores em geral

Coordenadoras: Daniela Mantarro Callipo (UNESP/Assis), Laura Taddei Brandini (UEL), Janaína Jenifer de Sales (UEL), Ionara Satin (UNESP/Araraquara), Dayane Mussulini (UNESP/Assis), Aline Cristina de Oliveira (IFPR)


Comissão Organizadora

Ana Clara Alves Consoni (UNESP/Assis)

Anderson de Souza Andrade (UNESP/Assis)

Beatriz Sarmento De Angelis (UNESP/Araraquara)

Brenda de Oliveira Nonato (UNESP/Assis)

Dara Ferreira Barrozo (UNESP/Assis)

Fernanda Oliveira da Cunha (UNESP/Assis)

Geovanna Cristina de Jesus (UNESP/Assis)

Gláucia Benedita Vieira (UNESP/Assis)

Gloria Castagnino (UNESP/Assis)

Inara Teles Xavier (UNESP/Assis)

Isabela de Mello (UNESP/Assis)

Jéssica Ka Yin Tan (UNESP/Assis)

Karen Bianca de Oliveira Albonete (UNESP/Assis)

Kailany Pereira Gomes (UNESP/Assis)

Laís dos Anjos Ferreira (UNESP/Assis)

Larissa Prado do Carmo (UNESP/Assis)

Ludmilla Carvalho Fonseca (UNESP/Assis)

Maria Isabel de Souza Lima David Felix (UNESP/Assis)

Mariana Casarin Frata (UNESP/Assis)

Mariele Brollo Cavalcante (UNESP/Assis)

Marília de Melo Pereira (UNESP/Assis)

Michela Vieira Prestes (UEL)

Larissa Maria Massutti Larissa Maria Massutti

Lucas Daniel de Jesus Garcia (UNESP/Assis)

Pedro Henrique Castro (UNESP/Assis)

Raquel Santana de Jesus (UNESP/Assis)

Ricardo Richard Ramos (UNESP/Assis)

Rodrigo Aparecido Ribeiro da Silva (UNESP/Assis)

Thaís Moura Azevedo (UNESP/Assis)

Yana Vieira Campos (UNESP/Assis)


Comissão Científica

Byanca Gabriely Silva de Oliveira (UEL)

Carla Cavalcanti e Silva (UNESP/Assis)

Cláudia Tavares Alves (UNESP/Assis)

Francisco Cláudio Alves Marques (UNESP/Assis)

Gilberto Pinheiro Passos (USP)

Junia Regina Faria Barreto (UNB)

Kátia Rodrigues Mello Miranda (UNESP/Assis)

Maria de Fátima Alves de Oliveira Marcari (UNESP/Assis)

Sidney Barbosa (UNB)

Yuri Amaury Pires Molinari (UEL)


Comissão Discente

Alan Dayniel Soares (UNESP/Assis)

Ashley Guerrero Ashley Guerrero

Caroline Buratti David (UNESP/Assis)

Cíntia de Vito Zollner (UNESP/Assis)

Fabrício Rodrigues Bridi (UNESP/Assis)

Giovanna de Oliveira Duarte (UNESP/Assis)

Guilherme Tardelli Fujikawa (UNESP/Assis)

Isabela Taranto Moreira de Mello (UNESP/Assis)

Juliana Porto Vasconcelos (UNESP/Assis)

Larissa de Morais Cardoso (UNESP/Assis)

Laura Helena Camotti Rossetti (UNESP/Assis)

Laura Martinez da Matta Coelho Xavier (UNESP/Assis)

Luan Cardoso Ramos Luan Cardoso Ramos

Maria Heloísa Rechi Siqueira (UNESP/Assis)

Vítor de Camargo Lancieri (UNESP/Assis)



Valor das inscrições no Evento:

Ouvintes: gratuito

Alunos de Pós-Graduação: R$25,00

Professores da Rede Pública: 30,00

Pesquisadores e Professores Universitários: R$ 35,00

Alunos de Graduação em coautoria com orientador(a): R$ 20,00

Prazo máximo para pagamento: 02 de agosto.


Programação do Evento

9h00 – Abertura do Evento

9h15 – Simpósios

14h00 – Simpósios

19h00 - Simpósios


Submissão de trabalhos

Início e fim das inscrições com envio de trabalho: 03 de julho a 31 de julho


Regulamento/formatação:

Os resumos das comunicações devem ser escritos em fonte Times New Roman 12, com espaço entre linhas de 1,5.

A proposta deve ser apresentada com título centralizado e em negrito;

Abaixo do título, após uma linha, deve(m) aparecer o(s) nome(s) do(s) proponente(s), a titulação e filiação institucional/acadêmica;

Também após uma linha, deve-se escrever a palavra “Resumo” em caixa baixa e negrito.

Disposto após dois pontos, o texto deverá conter no mínimo 1200 e no máximo 1900 caracteres, com espaços. 

Logo após a última linha do resumo, colocar a expressão “Palavras-chave”, seguida de dois pontos, contendo três a cinco termos pertinentes à temática e aos objetivos.


Seleção/avaliação:

Posteriormente à submissão, os resumos das comunicações serão enviados às coordenações dos Simpósios Temáticos e para a Comissão Científica para avaliação (no caso de trabalhos inscritos em Sessões de temática livre). 

Os trabalhos aprovados serão apresentados na forma oral, em 15 minutos.

Orientamos que o pagamento da inscrição seja realizado apenas após o proponente receber o comunicado da aprovação do resumo de sua comunicação.


Data final da aprovação dos trabalhos: 01 de agosto.


Eixos temáticos:

1. ESCRITAS DE SI, MEMÓRIA E TRAUMA EM CONTEXTOS DE VIOLÊNCIA: PERSPECTIVAS COMPARADAS

2. POESIA E TRANSVERSALIDADE EM FOCO: POSSIBILIDADES E DIÁLOGOS

3. ALÉM DA FIDELIDADE: CINEMA, ADAPTAÇÃO E RECRIAÇÃO NARRATIVA

4. PERFORMANCES DE GÊNERO E SEXUALIDADE NA LITERATURA

5. DIÁLOGOS ENTRE MULHERES

6. ECOS POÉTICOS PARA ALÉM DAS FRONTEIRAS

7. LITERATURA E IMPRENSA: CAMINHOS, ENCONTROS E OLHARES

8. TRADUÇÃO LITERÁRIA, CIRCULAÇÃO CULTURAL E PERSPECTIVAS COMPARATIVAS

9. LITERATURA COMPARADA DE AUTORIA FEMININA: SUBJETIVIDADE, EXISTÊNCIA E RESISTÊNCIA

10. TEMÁTICA LIVRE



Breve descrição de cada Eixo temático:

SIMPÓSIOS FLIC

SIMPÓSIO 1. ESCRITAS DE SI, MEMÓRIA E TRAUMA EM CONTEXTOS DE VIOLÊNCIA: PERSPECTIVAS COMPARADAS

Horários: 9 horas e 14 horas

Dra. Inara Teles Xavier (UNESP/Assis).

E-mail: inara.xavier@unesp.br

Me. Laís dos Anjos Ferreira - E-mail: lais.anjos-ferreira@unesp.br (UNESP/Assis)

Ricardo Richard Ramos (UNESP/Assis) - E-mail: ricardo.richard@unesp.br

RESUMO: Em contextos de violência, opressão e deslocamento, a escrita de si constitui um espaço privilegiado de elaboração da experiência e de resistência ao esquecimento. Conforme Seligmann-Silva (2008), a memória traumática se constrói também por meio de lacunas, silêncios e fragmentos que desafiam a representação. Dessa forma, este simpósio propõe reunir trabalhos que, em perspectiva comparatista, investiguem as relações entre memória, testemunho, autobiografia, autoficção, diários, cartas e outras formas de escrita do eu em diferentes contextos históricos, culturais e linguísticos. Serão acolhidos estudos que problematizem as tensões entre lembrança e esquecimento, verdade e ficção, bem como os modos de representação do trauma em narrativas marcadas por guerras, genocídios, ditaduras, exílios, migrações e outras formas de violência.

PALAVRAS-CHAVE: Escritas de si; Memória; Trauma; Testemunho; Literatura Comparada.


SIMPÓSIO 2. POESIA E TRANSVERSALIDADE EM FOCO: POSSIBILIDADES E DIÁLOGOS

Horário: 14 horas

Dra. Janaina Jenifer de Sales (UEL) - E-mail: janaina.sales@uel.br

Me. Mariana Casarin Frata (UNESP/Assis) - E-mail: mariana.casarin@unesp.br

RESUMO: A Literatura Comparada é marcada pela transversalidade, isto é, por romper as fronteiras entre nações, línguas e áreas do saber. A partir do exercício do diálogo, e em oposição às noções de influência ou filiação, ela nos permite uma leitura de mundo que resiste à compartimentalização do conhecimento (Coutinho, 2006). Desse modo, mobiliza saberes de diversos âmbitos, como a Filosofia, a História, a Antropologia, a Psicologia, sem que entre eles se estabeleça uma ordem hierárquica. Assim, se constitui não como disciplina, mas como domínio do saber que preza pelas relações ou pontes que a literatura possa estabelecer consigo mesma ou com outras artes, por meios mais explícitos ou ainda pela sua dimensão memorial, em que frequentemente dialoga com sua própria tradição (Samoyault, 2008). Neste contexto, a poesia, sendo expressão máxima da polivalência da palavra, se apresenta como o gênero plural por excelência: em verso ou em prosa, do soneto ao rap, ou enquanto visão de mundo, ela nos convida à pluralidade por meio de sua própria natureza polissêmica. Este simpósio nasce como um espaço aberto às discussões no âmbito da Literatura Comparada, no que diz respeito ao gênero poético, seja ele em fronteira com outros gêneros e áreas do saber, em relações multiculturais ou de uma mesma origem, levando-se em conta suas semelhanças e diferenças.

PALAVRAS-CHAVE: Literatura Comparada; Poesia; transversalidade.


SIMPÓSIO 3. ALÉM DA FIDELIDADE: CINEMA, ADAPTAÇÃO E RECRIAÇÃO NARRATIVA

Horários: 9 horas e 14 horas

Me. Karen Bianca de Oliveira Albonete (UNESP/Assis) - E-mail: karen.albonete@unesp.br

Me. Larissa Maria Massutti (UNESP/Assis) - E-mail: larissa.massuti@unesp.br

RESUMO: A relação entre literatura e outras formas de expressão artísticas datam de muito tempo e estabelecem uma dinâmica de influência mútua, resultando em diversos métodos de adaptação. Obras literárias são frequentemente transpostas para as mais diversas mídias – através dos processos contar - mostrar, mostrar - mostrar, contar/mostrar - interagir e interagir -mostrar – podendo, ainda, serem encontradas obras que manifestam o movimento inverso — mostrar - contar —, conhecido como novelização. Apesar disso, as adaptações foram alvo de duras críticas por aqueles que a consideravam como secundárias e inferiores à obra tida como “original”, bem como por aqueles que as contemplavam como sinônimo de “fidelidade”. Sabe-se que a transição de uma obra literária para outras mídias passa por um processo de reestruturação e recontextualização, podendo modificar a forma como sua narrativa é percebida pelo receptor, sendo que "o cinema, ao adaptar uma obra literária, realiza uma construção de um novo olhar, que não apenas reproduz, mas reinterpreta a narrativa original"; (Xavier, 2003, p. 67). Com efeito, a obra considerada como “material original” é utilizada como objeto modelo, um padrão que deve ser seguido pelo adaptador. Dessa forma, há uma distância temporal entre a obra e sua adaptação que passa a estabelecer um diálogo com o contexto em que está inserida, atualizando suas pautas (Xavier, 2003, p. 62). O presente simpósio busca reunir trabalhos acadêmicos que tenham como objeto de estudo a adaptação – literatura, audiovisual, jogos digitais, HQ, novelização, entre outros – e proporcionar um espaço de diálogo e reflexão sobre as múltiplas formas de adaptação, olhando para além da “fidelidade”.

PALAVRAS-CHAVE: Adaptação, Literatura, Literatura Comparada.


SIMPÓSIO 4. PERFORMANCES DE GÊNERO E SEXUALIDADE NA LITERATURA

Horários: 14 horas e 19 horas

Me. Kailany Pereira Gomes (UNESP/Assis) - E-mail: kailany.pereira@unesp.br

Me. Lucas Daniel de Jesus Garcia (UNESP/Assis) - E-mail: lucas.jesus@unesp.br

RESUMO: As discussões sobre representações de gênero e sexualidade na literatura têm expandido seu leque nas últimas décadas com discussões que vão além da composição do gênero das personagens, frequentemente marcado pela tradicional cisgeneridade heterossexual, e abordando expressões dissidentes e/ou não hegemônicas, o que, por sua vez, corresponde a um aumento no meio artístico de expressões e abordagens correlatas. O intuito deste simpósio é acolher discussões que abarquem a pluralidade das expressões de gênero e sexualidade na literatura, confrontando as diversas maneiras como esse processo é realizado e como se relaciona, influencia e é influenciado pelo discurso de poder que prioriza o cisgênero e a heterossexualidade como norma. Para tanto, o simpósio fundamenta-se em perspectivas históricas e filosóficas que discutem o lugar social tanto da mulher como da sexualidade ou que dificultam leituras múltiplas do papel de gênero. Do mesmo modo, o simpósio se propõe a promover diálogos que envolvam a sagacidade de escritoras e escritores que rompem com a norma estabelecida. Desta forma, busca-se promover debates que dialoguem com as críticas de Gerda Lener (2019), Simone de Beauvoir (2019) e Butler (2019) sobre a historicidade feminina, a categoria do “Outro” e a discursividade que estabelece o cisgênero heterossexual como padrão. Busca-se investigar como os mecanismos dominantes, que permeiam o campo discursivo e ideológico, operam nas estruturas sociais e literárias para silenciar as múltiplas performatividades que fogem da norma pré estabelecida, baseando-se nos moldes discursivos propostos por Foucault (2000) e Butler (2019). Nessa perspectiva, serão bem-vindos trabalhos que se debruçam sobre discussões da sexualidade e gênero, investigando os arquétipos literários e sociais que vão desde os conceitos tratados por Zolin (2005) até a heterossexualidade que se instaura como norma.

PALAVRAS-CHAVE: Literatura Comparada; Estudos de Gênero; Performatividade; Crítica Feminista; Dissidências.


SIMPÓSIO 5. DIÁLOGOS ENTRE MULHERES

Horário: 14 horas

Dra. Ionara Satin (UNESP / Araraquara) - E-mail: ionara.satin@unesp.br

Beatriz Sarmento De Angelis (UNESP / Araraquara) - E-mail: bs.angelis@unesp.br

RESUMO: No campo da literatura comparada, é muito frequente encontrarmos palavras com o prefixo “re-”: recriar, reescrever, rememorar. Em linha complementar, Tiphaine Samoyault discute o fato de que as ideias não pertencem a ninguém: “elas circulam, voam, dispersam-se e pousam, de acordo com os ventos, cuja orientação é preciso medir”. Essa constatação leva a uma espécie de melancolia: “tudo está dito?” (2008, p. 71). Para Samoyault, a literatura deve assumir a sua possibilidade de memória e ultrapassar a sensação melancólica: “Repousar nos fundamentos existentes e contribuir para uma criação continuada” (p. 77). Eduardo Coutinho (2014) destaca, nesse sentido, a capacidade que os estudos comparados possuem de romper fronteiras para promover um diálogo crítico sobre a diversidade das manifestações humanas.

Partindo de tais reflexões, este simpósio espera reunir comunicações que se dediquem a pensar nos diálogos estabelecidos entre mulheres: como elas estão se reescrevendo, rompendo fronteiras e dialogando entre si na construção de uma memória da literatura, em uma “criação continuada”.

PALAVRAS-CHAVE: literatura comparada; autoria feminina; diálogos.


SIMPÓSIO 6. ECOS POÉTICOS PARA ALÉM DAS FRONTEIRAS

Horários: 9 horas e 14 horas

Me. Jéssica Ka Yin Tan (UNESP/Assis) - E-mail: jessica.tan@unesp.br

Me. Pedro Henrique Castro (UNESP/Assis) - E-mail: ph.castro@unesp.br

RESUMO: A poesia é, para sempre, um fenômeno inesquecível da humanidade, pois é na matéria da palavra em que os sussurros mais vorazes dos iluminados ou atormentados se formam (Candido, 2006, p. 110; Collot, 2013, p. 222). Esses sussurros, constantemente abafados por limites: físicos, emocionais, sociais ou históricos, encontram na poesia um campo aberto que diluí essas fronteiras para ecoar o som da voz de quem se arrisca a gritar, pois, segundo Octavio Paz (2012, p. 48) apesar da experiência poética ser irredutível à palavra, ainda assim, só a palavra a exprime. Nesse sentido, os estudos comparativos em poesia não encontram fronteiras, mas pontes e caminhos para diferentes fazeres poéticos. Desse modo, o simpósio tem como objetivo a troca de reflexões acerca das manifestações poéticas da modernidade em suas mais diversas formas, com a ideia de abolir as limitações físicas de espaço, para abordar relações profundas entre nações, entre períodos históricos, entre sociedades e, enfim, entre a humanidade. A poesia não é uma mera expressão subjetiva, mas uma “diluição de limites” (Carson, 2022, p. 50), como aponta Anne Carson. Entre um ser e outro, entre um ser e um objeto, entre o eu e o tu (Bosi, 1977, p. 143; Collot, 2015, p. 223). Por isso, o simpósio visa examinar as consequências e os efeitos dessa transgressão de limites que a poesia contemporânea traz. A poesia brasileira, a poesia estrangeira, a poesia amorosa, a poesia de autoria feminina… todas representam possibilidades de conexão muito maiores do que as palavras que adjetivam, e o desafio que nos é dado é o de descobrir essas relações únicas que a poesia subverte e toma para si.

PALAVRAS-CHAVE: Poesia Comparada; Poesia Estrangeira; Poesia Nacional.


SIMPÓSIO 7. LITERATURA E IMPRENSA: CAMINHOS, ENCONTROS E OLHARES

Horário: 14 horas

Dr. Rodrigo Aparecido Ribeiro da Silva (UNESP/Assis) - E-mail: rodrigo.ribeiro-silva@unesp.br rodrigoribeiros2020@gmail.com

Dra. Fernanda Oliveira da Cunha (UNESP/Assis) - E-mail: fernandafrances2016@gmail.com

RESUMO: O presente Simpósio Temático tem o objetivo de suscitar, no âmbito da Literatura Comparada, discussões referentes à publicação de textos literários em veículos da imprensa nacional e estrangeira, sobretudo entre os séculos XIX e XX e que dialoguem direta ou indiretamente com produções de outros sistemas literários. Para Carvalhal (2007, p. 7), a Literatura Comparada é um meio e não um fim, e “compara não pelo procedimento em si, mas porque, como recurso analítico e interpretativo, a comparação possibilita a esse tipo de estudo literário uma exploração adequada de seus campos de trabalho e o alcance dos objetivos a que se propõe”. Para o Simpósio Temático, considera-se a relevância do período mencionado acima devido não apenas aos processos de modernização da imprensa como à disseminação crescente de publicações literárias em jornais e revistas, de poemas a crônicas, passando por memórias e romances seriados (folhetins), além de outros gêneros textuais. A imprensa, como repositório, “instância mediadora” (Figueiredo, 1995, p. 29) e “janela” para o público leitor, serviu como porta de entrada para os escritos de muitas autoras e autores, de Rachel de Queiroz a Machado de Assis, de Maria Firmina dos Reis a Lima Barreto e Maya Angelou, entre muitos outros.

PALAVRAS-CHAVE: Literatura Comparada; Literatura e imprensa.


SIMPÓSIO 8. TRADUÇÃO LITERÁRIA, CIRCULAÇÃO CULTURAL E PERSPECTIVAS

COMPARATIVAS

Horários: 14 horas e 19 horas

Dr. Anderson de Souza Andrade (UNESP/Assis) - E-mail: anderson.andrade@unesp.br

Dra. Gláucia Benedita Vieira (UNESP/Assis) - E-mail: glaucia.b.vieira@unesp.br

RESUMO: Este simpósio tem como objetivo reunir pesquisadores dedicados à tradução literária, especialmente sob uma perspectiva comparativa. Parte se da compreensão de que a tradução desempenha papel fundamental na circulação de obras, autores e culturas, atuando como forma de mediação intercultural e de construção de sistemas literários. O evento acolhe estudos sobre tradução, retradução, adaptação, recepção, circulação editorial e formação de cânones, bem como pesquisas que discutam identidade cultural, colonialidade e políticas de tradução. Serão igualmente bem-vindos trabalhos que investiguem os processos de construção de sentidos na tradução, as reformulações discursivas decorrentes da passagem entre línguas e culturas e o papel do tradutor enquanto sujeito da interpretação. Fundamentado em autores como Milton (1998), Arrojo (2005), Chartier (2002), Venuti (2019), o simpósio busca promover o diálogo entre Tradução, Literatura Comparada e Estudos Culturais, estimulando reflexões sobre os desafios históricos e contemporâneos da tradução literária.

PALAVRAS-CHAVE: Tradução literária; Literatura comparada; Circulação cultural; Estudos da tradução; Recepção literária.


SIMPÓSIO 9. LITERATURA COMPARADA DE AUTORIA FEMININA: SUBJETIVIDADE, EXISTÊNCIA E RESISTÊNCIA

Horário: 14 horas

Dra. Ludmilla Carvalho Fonseca (UNESP/Assis) - E-mail: ludmillaom@gmail.com

RESUMO: O simpósio propõe reunir pesquisas voltadas à literatura de autoria feminina em perspectiva comparada, privilegiando investigações acerca da construção de subjetividades, experiências da existência, processos de consciência de si e formas de resistência inscritas nas narrativas de mulheres. Fundamenta-se nos estudos de Literatura Comparada e na crítica literária feminista, em diálogo com as contribuições de Simone de Beauvoir para as reflexões sobre existência, subjetividade e alteridade; de Elaine Showalter e Hélène Cixous acerca da crítica feminista e da escrita de mulheres; e de Constância Lima Duarte e Lúcia Osana Zolin no âmbito dos estudos sobre autoria feminina e crítica literária feminista no contexto brasileiro. Privilegiam-se investigações que proponham leituras comparadas entre autoras, obras e tradições literárias diversas, em diferentes contextos históricos, culturais e estéticos.

PALAVRAS-CHAVE: Literatura Comparada; autoria feminina; subjetividade.


SIMPÓSIO 10. TEMÁTICA LIVRE

Horários: 9 horas, 14 horas, 19 horas

Dra. Daniela Mantarro Callipo (UNESP/Assis) - E-mail: danielacallipo@unesp.br

Me. Glória Castagnino (UNESP/Assis) - E-mail: gloria.castagnino@unesp.br

Me. Thaís Moura Azevedo (UNESP/Assis) - E-mail: t.azevedo@unesp.br

Dara Ferreira Barrozo (UNESP/Assis) - E-mail: dara.barrozo@unesp.br

Me. Yana Vieira Campos (UNESP/Assis) - E-mail: yana.campos@unesp.br

Dra. Brenda de Oliveira Nonato (UNESP/Assis) - E-mail: brenda.nonato@unesp.br

RESUMO: A Literatura Brasileira sempre dialogou com outras Literaturas, estabelecendo com elas conexões que se estreitaram, sobretudo, a partir do século XIX, quando a introdução da prensa a vapor revolucionou as técnicas de produção dos impressos. O fenômeno favoreceu a circulação de livros, periódicos, ideias e novos profissionais, como editores e livreiros, que se tornaram agentes de intercâmbios entre os países. O reflexo desse fenômeno é perceptível na produção nacional: romances, contos, poemas e crônicas apresentam temas, expressões e referências indicadores de um movimento transnacional que não deve ser visto como dependência, mas como circulação. O intuito deste Simpósio é de confrontar textos pertencentes a Literaturas de países diferentes, evitando o conceito de influência e propondo a noção de diálogo, que se estabelece por meio da alusão, da citação, do pastiche, da paródia, de temas que possibilitem um confronto entre autoras e autores, ou simplesmente, graças à memória da literatura. A comparação entre culturas diferentes de um mesmo país ou de grupos minoritários também será bem-vinda, levando-se em conta suas semelhanças e especificidades.

PALAVRAS-CHAVE: Dialogismo; Intertextualidade; Comparação Temática; Memória da Literatura

Inscrições

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