XLI SEMANA DE HISTÓRIA - Ensinar História na Contemporaneidade: decolonialidade, história pública e plataformização do ensino - II Encontro do ensino de História da UNESP Assis e Franca

XLI SEMANA DE HISTÓRIA - Ensinar História na Contemporaneidade: decolonialidade, história pública e plataformização do ensino - II Encontro do ensino de História da UNESP Assis e Franca

presencial Unesp - Faculdade de Ciências e Letras (FCLAs) - Assis - São Paulo - Brasil

O evento já encerrou

finalizado

Sobre o evento

"Ensinar História na Contemporaneidade", tema geral da XLI Semana de História da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, Campus de Assis, é parte de um esforço epistêmico e reflexivo que tem sido levado a cabo por centenas de milhares de professores de História e pesquisadores do ensino de História, desde ao menos o final da década de 1980. Se, até esse momento, o ensino de História esteve marcado pelos modelos epistêmicos europeus, pelo cerceamento político e ideológico por parte do Estado e por métodos de ensino que privilegiavam a memorização de fatos e datas de forma acrítica, que afastavam o saber histórico escolar da ciência histórica, da Historiografia e da Teoria da História, assiste-se, desde a redemocratização brasileira, a uma inflexão desse cenário, observável por meio da formação e da consolidação do campo de conhecimento em ensino de História nas últimas 4 décadas. Nesse período, assistiu-se a um recrudescimento sem paralelo das reflexões e pesquisas em torno do ensino dessa disciplina, com discussões de natureza epistemológica e teórica que rediscutem os saberes escolares em confluência com as discussões historiográficas e teóricas do campo da História. Ao mesmo tempo, a área tem estado atenta e em alerta às dificuldades inerentes advindas do papel que a História tem assumido no debate público contemporâneo por meio de variados usos políticos do passado histórico brasileiro que tencionam o debate a aumentam as inquietações dos professores de História em sala de aula. E, ainda, é nesse cenário que se assiste, por um lado, a mais uma onda de ataques ao ensino da disciplina com sensível diminuição de sua carga horária na educação pública, e por outro, uma clara tentativa de cerceamento ideológico e pedagógico com o avanço sem precedentes de plataformas digitais de educação que limitam a atuação autônoma e crítica dos professores de História. Por tais razões é que, o Departamento de História, junto com o Departamento de Educação da UNESP de Assis, promovem essa edição da Semana de História juntamente com o II Encontro do ensino de História da UNESP de Assis e Franca, pois entendemos que a formação do professor de História não prescinde a formação do historiador e do pesquisador, pelo contrário, a formação integral do historiador-professor é a melhor ferramenta disponível para o enfrentamento das questões que envolvem o ensino de História e a pesquisa histórica na contemporaneidade. Na sua 41º edição, a Semana de História de 2025 visa contemplar as dimensões formativas do ensino e da pesquisa em História, de forma integrada, e indissociável, por meio de uma programação de palestras e mesas redondas com renomados pesquisadores do campo de conhecimento em ensino de História, mediante Sessões de Trabalho que reúnem pesquisadores, docentes e discentes da área de História e por meio de Minicursos que promovem o fortalecimento da formação nos campos da Teoria da História e da Historiografia.


Data do Evento: 08, 09 e 10 de outubro
Local: Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, Campus de Assis
Público-alvo: Estudantes de Graduação e Pós-Graduação, Docentes e professores da Educação Básica

Coordenador: Thiago Granja Belieiro (Departamento de História)


Prazos de inscrição

Ouvintes: Início das Inscrições: 28 de Julho / Término das inscrições:  22 de setembro de 2025


Inscrição com Apresentação de trabalho: Início das inscrições: 28 de Julho / Término das inscrições: 15 de Setembro.


Algumas Sessões de Trabalho ocorrerão em formato híbrido, observem na programação.


A XLI Semana de História informa que teremos publicação de trabalhos completos nos Anais do evento.


O envio dos trabalhos poderá ser feito até 10 de novembro de 2025. 


NORMAS PARA ENVIO DE TRABALHO COMPLETO PARA OS ANAIS


https://drive.google.com/file/d/1pS1zDl3YotF-neQyNojEimM6KofsHnR6/view?usp=sharing


O trabalho completo deverá ser inserido no drive da sessão de trabalho em que você se inscreveu, no link abaixo:


https://drive.google.com/drive/folders/1f1JvmaO3tGmQvxQqdsdzeTU1Adhdk3IY?usp=sharing



Inscrição em Minicurso: Início das Inscrições: 28 de Julho / Término das inscrições: 22 de setembro de 2025


Envio de Resumos de comunicaçãoInício das inscrições: 28 de Julho / Término das inscrições: 15 de Setembro


Aprovação dos trabalhos: 22 de Setembro de 2025


Ensalamento e Horários: 30 de setembro de 2025


Valores

Ouvintes: 10,00

Apresentação de Trabalhos: 10,00

Minicursos: 10,00 (cada)


Apoio e realização

Departamento de História da FCL/Assis

Departamento de Educação da FCL/Assis

Departamento de Educação FCHS/FRANCA

Programa de Pós-Graduação UNESP/Assis e Franca


Comissão Organizadora
Thiago Granja Belieiro
Luciana de Fátima Marinho Evangelista
Ronaldo Cardoso Alves

Comissão Científica
Andrea Lúcia Dorini de Oliveira Carvalho Rossi
Áureo Busetto Carlos Alberto Sampaio Barbosa
André Figueiredo Rodrigues
Eduardo Romero de Oliveira
Carlos Alberto Sampaio Barbosa
Hélio Rebello Cardoso Júnior
Ivan Esperança Rocha
Leandro Alves Teodoro
Luciana de Fátima Marinho Evangelista
Pablo Oller Mont Serrath
Paulo Cesar Gonçalves
Paulo Henrique Martinez
Pedro Parga Rodrigues
Lucia Helena Oliveira Silva
Ronaldo Cardoso Alves
Tania Regina de Luca
Thiago Granja Belieiro
Wilton Carlos Lima da Silva 
Zélia Lopes da Silva
Thayran José Ramos
Anna Carolina Vignoli Luchini
João Gabriel Gomes Garcia
Marina Simões Galvanese
Jéssica da Silveira
Charles Nascimento de Sá
Abner Alexandre Nogueira
Fábio da Silva Sousa
Thiago Sampaio
Thiago Motta
Matheus Henrique Batista Lopes Ribeiro
Manoel Messias Alves de Oliveira (PPGH/UNESP);
Brandon Lopes dos Anjos
Alessandra David Moreira da Costa
Thais de Almeida Rodrigues
Larissa Isidoro Dorini Rossi
Ilenir Moreira

Programação de palestras e mesas-redondas
 

DIA/HORÁRIO

ATIVIDADE/LOCAL

TÍTULO/PARTICIPANTES

08/10/25

 

10h00 às 12h00

Mesa Redonda

Anfiteatro

Antônio Merisse

Didática da História e Decolonialidade

 

“Para além da colonização do passado: uma insurgência propositiva

Jean Carlos Moreno (UEM)

 

“Didática da história e práxis: demandas da aprendizagem histórica aquém da decolonialidade.”

Thiago Augusto Divardim (IFPR)

 

Mediador:

Thiago Granja Belieiro (FCL- UNESP)

Link de transmissão

https://meet.google.com/ext-drmu-gyz

08/10/25

 

19h30 às 21h30

Conferência de Abertura

Anfiteatro

Antônio Merisse

"A confusão da consciência histórica e o espaço da História escolar na crise do Ocidente".

 

Luis Fernando Cerri (UEPG)

Mediador: Thiago Granja Belieiro (FCL- UNESP)

Link de transmissão

https://meet.google.com/gbn-hitt-qkc

 

DIA/HORÁRIO

ATIVIDADE/LOCAL

TÍTULO/PARTICIPANTES

09/10/25

 

10h00 às 12h00

Mesa Redonda

Anfiteatro

Antônio Merisse

 

Ensino de História e História Pública.

 

"História Pública e Ensino de História: quando esses campos se convergem".

Márcia Elisa Teté (UEM)

 

“Patrimônio também ensina História: Os monumentos contestados, os antimonumentos e os patrimônios sensíveis.

José Ricardo Oriá Fernandes (IPHAN)

 

Mediador:

Luciana de Fátima. Marinho Evangelista (FCL-UNESP)

Link de transmissão

https://meet.google.com/dtz-xpoj-dew


  

DIA/HORÁRIO

ATIVIDADE/LOCAL

TÍTULO/PARTICIPANTES

10/10/25

 

10h00 às 12h00

Mesa Redonda

Anfiteatro

Antônio Merisse

Currículo e plataformização do ensino paulista

 

"Em busca da autonomia perdida: atuação docente, currículos e experiências educacionais".

Arnaldo Pinto Júnior (UNICAMP)

 

“História cidadã excludente, plataformização da escola e a estética neoliberal”

Renilson Rosa Ribeiro (UFSCAR)

 

Mediador:

Ronaldo Cardoso Alves (FCL – UNESP)

Link da gravação 



10/10/25

 

19h30 às 21h30

Conferência de Encerramento

https://www.youtube.com/@unespfclassis

Formação do pensamento histórico e compreensão do passado: Ensinar e pesquisar em educação histórica”

Marlene Cainelli (UEL)

 

Mediadores: Dep. de História – (UNESP)




Sessões de Trabalho

Dias 08/09 e 10 das 14h às 17h

Apresentação de trabalho: Início das inscrições: 29 de Julho / Término das inscrições: 15 de Setembro

Envio de Resumos de comunicação: Início das inscrições: 29 de Julho / Término das inscrições: 15 de setembro

Aprovação dos trabalhos: 22 de Setembro de 2025

Correção dos Trabalhos (se houver): 30 de setembro de 2025

Aprovação Final: 03 de outubro

Valor: R$ 10,00


Normas para apresentação Oral

Título; subtítulo (se houver), Resumo com até 5.000 caracteres com espaço. De 3 a 5 palavras-chaves, Arial 12, espaço 1,5,  Bibliografia. 

Normas:

https://www2.unesp.br/Home/cgb/abnt-atualizado-fev-2024.pdf

Consiste na apresentação concisa do trabalho, ressaltando o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do documento. Elaborado de acordo com a Norma de Resumos, ABNT NBR 6028.

Como elaborar:

  • deve iniciar em página distinta, logo após a epígrafe, se houver;

  • deve conter o título RESUMO, centralizado, em letras maiúsculas, e sem indicativo numérico;

  • deve ser redigido em parágrafo único e justificado;

  • deve apresentar frases concisas, objetivas e afirmativas;

  • deve-se evitar o uso de fórmulas, equações e citações de autores;

  • utilizar o verbo na voz ativa, e na terceira pessoa singular;

  • deve conter entre até 5000 caracteres com espaço;

  • não deve incluir enumeração de tópicos.


As palavras-chave representam o conteúdo do documento e são escolhidas preferencialmente, em vocabulário controlado. Localizam-se logo abaixo do resumo e são separadas, entre si, por ponto e vírgula (;) e finalizadas por um ponto (.).

Poderão se inscrever para apresentação de comunicação em Simpósio Temático:

a) graduandos que estejam realizando ou tenham realizado trabalhos de Iniciação Científica;

b) pós-graduandos de programas de mestrado e doutorado; 

c) professores de instituições de ensino superior.

  

 CADERNO DE RESUMOS: 

https://drive.google.com/file/d/1BVfmmXjfB3qcWw5D387CLFhjsnmPww-T/view?usp=sharing


Eixos Temáticos

Sessões de Trabalho 01

Título

Movimentos migratórios, mundos do trabalho e economia no mundo contemporâneo

Coordenadores

Paulo Cesar Gonçalves (UNESP/Assis); Marina Simões Galvanese (Pós-doutoranda - UNESP/Assis)

Ementa

A expansão, consolidação e reconfiguração do capitalismo acarretaram transformações das relações humanas em suas diversas dimensões, sendo uma das mais significativas os deslocamentos de populações. A proposta desta sessão de trabalho é agregar comunicações que enfoquem, mediante perspectiva diacrônica, os enlaces específicos entre os mundos do trabalho e a ordenação dos movimentos migratórios como prática política e econômica da época contemporânea, privilegiando a travessia atlântica e as áreas consideradas periféricas pelo capitalismo mundial.

 

 

 

Sala 01

Presencial

 

Sessões de Trabalho 02

Título

História das relações de trabalho e propriedade

Coordenadores

Paulo Cesar Gonçalves (Departamento de História da Unesp) e Pedro Parga Rodrigues (Departamento de História da Unesp)

Ementa

Trata-se de agregar comunicações sobre as relações de trabalho e propriedade no tempo. Pretendemos discutir acerca da diversidade espacial, social e temporal das formas dos seres humanos se relacionarem entre si, com os bens e com a natureza para produzir. Desde a década de 1970, a historiografia vem se preocupando em diversificar as experiências de trabalho e as dinâmicas proprietárias. Com a entrada de novos paradigmas, durante o processo de redemocratização, os pesquisadores passaram a dar voz para outros sujeitos antes silenciados pela história. Nos interessa, exatamente, garantir espaço para investigadores interessados na descontinuidade das formas de exploração e das formas de compreender o direito dominial.

Bibliografia:

CARVALHO, José Murilo de. A Modernização frustrada: A política de terras no Império. Revista Brasileira de História. São Paulo, n. 1, 1981.

FERLINI, Vera Lúcia Amaral. Terra, trabalho e poder. Rio de Janeiro: Brasiliense, 1988.

FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Syncorax, 2004.

Gonçalves, Paulo Cesar. Entre Grilhões e Contratos. AFROASIA, p. 181-219, 2024.

GONÇALVES, Paulo Cesar. Piratas, anamitas e traficâncias: um estudo sobre o engajamento de trabalhadores na Macau oitocentista. Revista Mundos do Trabalho(online), v. 15, p. 1-22, 2023.

Gonçalves, Paulo Cesar. Mercadores de Braços: riqueza e acumulação na organização da emigração europeia para o Novo Mundo. São Paulo: Alameda Casa Editorial / FAPESP, 2012.

 

Sala 03

Presencial

 

Sessões de Trabalho 03

Título

Sobre livros, periódicos, livreiros e editores

Coordenadores

Tania Regina de Luca (UNESP/Assis)

dia 08 https://meet.google.com/gfp-yvoq-hse 


dia 09 https://meet.google.com/szt-qvce-fey 


Ementa

O simpósio tem por objetivo discutir as implicações teóricas e metodológicas que as investigações sobre o mundo dos impressos, entendido em sentido amplo, e seus atores colocam para o historiador contemporâneo, que já não pode prescindir de ferramentas digitais.

 

 

 

 

 

 

Sala Mini História

Híbrido


 

 

Sessões de Trabalho 04

Título

Passados Espectrais, Teorias Analógicas: como pensar a Teoria da História e a História da Historiografia na terceira década do século XXI.

Coordenadores

Thiago Granja Belieiro (UNESP/Assis) Hélio Rebello Cardoso Júnior (UNESP/Assis) Thayran José Ramos (UNESP/Assis)

https://meet.google.com/qcc-keiv-xbh


Ementa

É indiscutível o quanto a História tem estado em evidência no Brasil contemporâneo. Assistimos, na última década, a uma profusão de manifestações em torno do passado e da história, dentro e fora da academia, que fazem do passado cada vez mais presente. Se na história acadêmica, as formas analógicas ancoradas no realismo ontológico parecem predominantes ao ponto de ocorrer um recrudescimento do método histórico e do empirismo na produção de artigos e livros, fora da universidade o passado e a história assumem formas digitais e espectrais que desafiam o realismo ontológico e os métodos históricos, por meio de outras formas de pensar e escrever sobre o passado e produzir história potencializadas pelas humanidades digitais. Nesse confronto entre as formas analógicas e digitais de escrita da história e da nossa relação com o passado, a teoria da história, a história pública digital e o ensino de história se veem confrontados com problemas de natureza ética e epistemológica. Nesse cenário, em que proliferam os revionismos negacionistas, que utilizam o passado para fins políticos, os métodos dos historiadores são tensionados e a pós-verdade assume proeminência, os professores de história, por seu turno, se veem presos a uma narrativa única e um tempo histórico linear manifestado na BNCC enquanto são diariamente confrontados por passados digitais e espectrais que nos conduzem a reflexões em torno de qual saber histórico podemos ainda produzir e ensinar no século XXI. Na confluência dessa problemática, a teoria da história e as diferentes filosofias da história e a história da historiografia irrompem para problematizar nossas complexas e múltiplas relações com o passado, com a historiografia, com a história pública e com o ensino de história. Com isso, teoria da história é uma disciplina que pode vir a assumir a função de trabalhar em conjunto com a historiografia e com o ensino de história para fomentar o desenvolvimento de modos de compreensão da condição histórica de nós mesmos e do mundo, explorando, enquanto tal, uma condição histórica inteira. Assim, acatamos a perspectiva de Ewa Domanska e Zoltán Simon, que proclamam a necessidade de desenvolvermos teorias da história adequadas ao nosso tempo, o que a presente sessão de comunicação visa explorar.

KLEINBERG, Ethan. Historicidade espectral: Teoria da história em tempos digitais. Vitória: Editora Milfontes, 2021.

SIMON, Zoltán Boldizsár. Os teóricos da história têm uma teoria da história? Reflexões sobre uma não-disciplina. Vitória: Editora Milfontes, 2019.

Sala 07

Híbrido



 

Sessões de Trabalho 05

Título

Universidade e Sociedade: Meio Ambiente, Patrimônio, Museus

Coordenadores

Paulo Henrique Martinez e Jéssica da Silveira (PD)

Ementa

Apresentação e debate de experiências em ensino, pesquisa e extensão, ações educativas e de mediação cultural desenvolvidas a partir de universidades, em torno de bens e espaços destinados à promoção do patrimônio natural e cultural, móvel e imóvel, tangível e intangível. Parcerias interinstitucionais e compartilhamento de resultados parciais e finais de projetos individuais e coletivos, particularmente, em escolas, museus, espaços culturais, de memória e de proteção da natureza. Estudos biográficos, histórico institucionais, bibliográficos e teórico metodológicos sobre práticas comunitárias, participativas e auto gestionárias na organização e na educação social. Educação patrimonial e educação para o desenvolvimento sustentável. Ações, projetos e propostas em interface com os Princípios da Agenda 2030.

Sala 05

Presencial

 

Sessões de Trabalho 06

Título

Impérios e mundos coloniais na Época Moderna

Coordenadores

Prof. Dr. Pablo Oller Mont Serrath (UNESP, câmpus de Assis / São Paulo) Prof. Dr. Charles Nascimento de Sá (UNEB, câmpus de Eunápolis / Bahia)

Ementa

O Simpósio Temático “Impérios e mundos coloniais na Época Moderna” tem como principal objetivo promover um espaço de reflexão e intercâmbio acadêmico sobre as dinâmicas do viver em colônias durante a Época Moderna, articulando essas experiências à constituição e administração dos impérios coloniais europeus, com ênfase nas realidades ibéricas. A proposta visa reunir pesquisas que analisem a complexa formação das sociedades coloniais, entendidas como espaços de encontro, confronto e negociação entre diferentes culturas, sistemas de poder e formas de sociabilidade. Nesse contexto, busca-se discutir a constituição de estruturas políticas e administrativas coloniais, a imposição e a contestação de autoridades, os conflitos sociais e suas formas de resolução, bem como a emergência de múltiplas identidades – étnicas, culturais, religiosas e políticas – que se desenvolveram nesses territórios. Serão igualmente centrais os debates em torno das práticas religiosas e seus processos de hibridização, da escravidão e da cultura escravista, analisando como tais elementos moldaram os cotidianos e os imaginários sociais. Além disso, o simpósio aceita também trabalhos que se debrucem sobre a história política, econômica e religiosa de Portugal e Espanha na Época Moderna, compreendendo que as lógicas e os dispositivos de governo metropolitano foram indissociáveis das experiências coloniais. Ao ampliar o escopo da reflexão para incluir os espaços de decisão, administração e negociação política situados no reino, pretende-se incorporar ao debate análises que iluminem as conexões entre metrópole e colônias, bem como os desafios enfrentados na condução de um império ultramarino. O Simpósio acolhe abordagens interdisciplinares, incentivando o diálogo entre diferentes campos do saber histórico e das Ciências Humanas que compõem o universo da História. Ao reunir trabalhos oriundos de diversas tradições historiográficas, pretende-se enriquecer a compreensão sobre os múltiplos aspectos da experiência colonial e metropolitana e contribuir para a renovação dos estudos sobre a Época Moderna e os impérios coloniais.

Sala 08

Híbrido


 

Sessões de Trabalho 07

Título

História Antiga na perspectiva dos conceitos e da decolonialidade

Coordenadores

Andrea Lúcia Dorini de Oliveira Carvalho Rossi (História / UNESP – Assis) Ivan Esperança Rocha (História / UNESP – Assis) Abner Alexandre Nogueira (História / Doutorando UNESP), Letticia Batista Rodrigues Leite (UNESP – Assis)

Ementa

O ensino de História na contemporaneidade atravessa um cenário de intensas transformações culturais, tecnológicas e políticas. Vivemos um tempo de transição acelerada. O campo do ensino de História, que historicamente enfrentou disputas sobre seu papel social, vê-se agora imerso em um contexto marcado pela reconfiguração das relações com o saber, com a memória e com a tecnologia. A proposta deste Simpósio Temático, a partir da perspectiva decolonial, busca revisar as narrativas eurocentradas sobre o mundo greco-romano, e oferecer uma leitura mais inclusiva, problematizando os silenciamentos históricos produzidos pela colonialidade do saber.  Nesse sentido, propõe-se uma reorientação do currículo escolar e das práticas docentes, que se distancie da centralidade da Grécia e Roma como únicas referências de “civilização”, e de sua excessiva dependência das civilizações antico-orientais para incluir outras experiências de grande importância presentes em outros tempos e espaços. Em segundo lugar, a ascensão da história pública, entendida como produção e circulação do conhecimento histórico fora dos espaços acadêmicos tradicionais, exige a busca de novos públicos, linguagens e formatos. E por fim, a plataformização recente do ensino, coloca em evidência a dependência de novos dispositivos tecnológicos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Se, por um lado, essas plataformas ampliam o acesso e a circulação de conteúdos, por outro impõem vigilância para evitar padronizações que  afetam a autonomia docente e a qualidade da reflexão histórica. Diante destes desafios, defende-se a urgência de um ensino de História comprometido com a justiça epistemológica, com a democratização do saber histórico e com o uso crítico das tecnologias.

Sala 10

Presencial

 

Sessões de Trabalho 08

Título

História e historiografia nas Américas

Coordenadores

Carlos Alberto Sampaio Barbosa (UNESP/Assis) e Fábio da Silva Sousa (UFMS)

https://meet.google.com/ykq-ifdd-fuc


Ementa

Os estudos históricos sobre a América Latina e os Estados Unidos têm ganhado uma atenção crescente da historiografia brasileira. Nesta sessão pretende-se promover a discussão de pesquisas que possuam como temas as Américas suas fontes, abordagens e perspectivas teóricas e metodológicas. A sessão será um espaço para reflexão de investigações recém-concluídas e em curso, assim como promover a sua difusão entre o público discente e de professores de História.

Sala Vídeo Prédio I

Híbrido

Link:

 

 

Sessões de Trabalho 09

Título

Articulações entre pesquisa e ensino na formação de historiadores/as docentes

Coordenadores

Ronaldo Cardoso Alves (Educação / UNESP – Assis) Luciana de Fátima Marinho Evangelista (Educação / UNESP – Assis)

08/10 (quarta-feira) -: https://meet.google.com/ysx-dqbz-koo

09/10 (quinta-feira) - https://meet.google.com/nnn-vcaj-vwc


Ementa

Os estudos referenciados na Didática da História promovem reflexões a respeito dos objetivos, funções e práticas do conhecimento histórico no âmbito da educação intra e extraescolar, das metodologias de ensino e dos usos públicos da História. No Brasil, esse campo apresenta um conjunto variado de pesquisas acadêmicas e de reflexões de professores(as) a respeito de suas experiências educativas, em diferentes níveis e espaços de ensino, buscando evidenciar a natureza, o papel e a importância das conexões entre formação histórica, consciência histórica e cultura histórica. Nessa perspectiva, a formação histórica para a educação básica passa pela proposição, por parte dos(as) historiadores/as docentes, de ações didáticas que possibilitem, aos(às) estudantes, a aprendizagem da História a partir da análise da diversidade tipológica documental, mediada pela racionalidade histórica, com o objetivo de criar caminhos para a construção do conhecimento histórico em sua relação com a própria vida e sociedade. Nos cursos de Licenciatura em História essa abordagem tem se constituído profícua na construção de metodologias investigativas para o ensino e aprendizagem histórica, apresentando-se como um dos desafios teórico-metodológicos da formação inicial. Destarte, o objetivo deste Simpósio Temático é possibilitar a apresentação de pesquisas acadêmicas e experiências pedagógicas, em diferentes níveis de ensino, voltadas para a compreensão de como o trabalho com diferentes tipos de documentos históricos, na perspectiva do(a) historiador/a docente, contribui para a formação histórica dos(as) estudantes de forma que possam, conscientemente, enfrentar os desafios de seu tempo. Espera-se, nesse sentido, pesquisas referenciadas nas relações entre Ensino de História, Cultura Histórica e História Pública; na História do Ensino de História, Memórias e Representações; e em Políticas públicas, Formação de professores, Currículos e Materiais Didáticos, dentre outras.

Sala Vídeo Psico

Híbrido

Link:

 

 

Sessões de Trabalho 10

Título

História da África e afro-brasileira e interlocuções

Coordenadores

Lucia Helena Oliveira Silva (UNESP/Assis) Thiago Sampaio (UNESP/Assis)

Ementa

Essa Sessão de Comunicação procura discutir pesquisas e trabalhos que discutam e/ou interseccionem com questões sobre identidade racial, afro-brasileira, afro-americana, gênero e trabalho nas suas diversas manifestações

Sala 11

Presencial

 

Sessões de Trabalho 11

Título

Livros, prescrições e formação moral

Coordenadores

Leandro Alves Teodoro (UNESP/Assis); Thiago Motta (PPGH/UNESP); Matheus Henrique Batista Lopes Ribeiro (PPGH/UNESP), Patrícia Sirieiro Silva (Fapesp)

Ementa

Nos séculos XII e XIII, amplia-se a escrita de obras prescritivas tanto no âmbito religioso quanto cortesão, resultando em um conjunto de recomendações sobre o cotidiano em sumas de casos de consciência, coleções de exempla e espelhos de príncipes. A formação moral de religiosos, clérigos e uma camada de leigos demandava lições sobre vários temas, como alimentação, gestos, o uso correto da palavra e outros comportamentos. Em âmbitos sociais diferentes, o corpo e a alma passam a ser, portanto, alvo de discussões e orientações, de maneira que se promovia uma disciplina para clérigos e leigos baseada no domínio de ações, palavras e pensamentos. Com a finalidade de analisar a produção moralizante, este Simpósio Temático tem o objetivo de abrir um espaço para pesquisadores de diferentes níveis acadêmicos – da Iniciação ao Pós-doutorado – apresentarem estudos que serializam textos prescritivos produzidos entre os séculos XII e XVI.

Sala 09

Presencial

 

Sessões de Trabalho 12

Título

Experiências e subjetividades no espaço biográfico: história, memória e narrativas

Coordenadores

Wilton Carlos Lima da Silva (UNESP/Assis); Manoel Messias Alves de Oliveira (PPGH/UNESP); Brandon Lopes dos Anjos (PPGH/UNESP)

Ementa

O Simpósio Temático “Experiências e subjetividades no espaço biográfico: história, memória e narrativas” foi concebido a partir das diferentes discussões entre história, memória e narrativas no campo biográfico, desenvolvidas pelo MEMENTO – Grupo de Pesquisa do Espaço Biográfico e História da Historiografia, que há duas décadas, tem atuado em diversos eventos, congressos, encontros e simpósios, ampliando as suas perspectivas e interlocuções. Procuramos reafirmar este locus de debate acadêmico em torno do espaço (auto)biográfico, seja na perspectiva de Philippe Lejeune ou de Leonor Arfuch, em suas diversas possibilidades, com o fim de estabelecer trocas, abordagens e recortes com os pesquisadores que se dedicam a esse campo temático. As mudanças na historiografia no final do século XX ampliaram as possibilidades biográficas, incorporando novos objetos, perspectivas e problematizações, discutindo as subjetividades e singularidades dos agentes em sua multiplicidade de atuações nos interstícios das estruturas, marcadas em contextos com múltiplas possibilidades, contradições, ambiguidades e deslocamentos. Seja por meio de (auto)biografias, memórias, testemunhos, histórias de vida, ou por meio de distintas fontes como periódicos, correspondências, cadernos de notas, diários íntimos, cartas, entrevistas, anotações de viagem ou retratos, propomos reunir pesquisadoras e pesquisadores interessados em compartilhar investigações que explorem essas múltiplas formas de narrativas. Ao propor esse espaço de interlocução, buscamos acolher reflexões sobre as dimensões éticas e metodológicas envolvidas nas produções biográficas, reconhecendo as tensões que atravessam essa modalidade de escrita e sua abordagem enquanto objeto de estudo. Interessa-nos, a partir do espaço biográfico, fomentar discussões sobre temas como a narrativa literária e jornalística, a análise historiográfica, os processos de panteonização e iconoclastia, os mecanismos de monumentalização e esquecimento, bem como as práticas confessionais e religiosas, as escritas de si e os exercícios reflexivos sobre a própria escrita histórica. Em meio a esse conjunto amplo de possibilidades, o simpósio pretende mapear características e especificidades da construção da memória mediante as experiências e subjetividades, promovendo o intercâmbio de referências teóricas, percursos metodológicos, análises e usos das fontes.

Sala 06

Presencial

 

Sessões de Trabalho 13 - FRANCA

Título

Ensino de História ontem e hoje

Coordenadores

Alessandra David Moreira da Costa

meet.google.com/vzq-mmvi-tse


Ementa

O simpósio temático Ensino de História ontem e hoje visa aglutinar trabalhos que retratem o percurso histórico dessa área ao longo da história da educação e do ensino do Brasil em variadas perspectivas, quais sejam, políticas públicas; políticas curriculares; formação de professores; práticas pedagógicas; inovações curriculares; novas tecnologias aplicadas à educação e ao ensino de História; cibercultura.

Sala Auditório I

FCHS - FRANCA

Presencial

 

LISTAGEM DOS TRABALHOS APROVADOS NOS SIMPÓSIOS TEMÁTICOS 

https://drive.google.com/file/d/1xdjJ9WohKQFSdOycCOGKseidEFc29kp_/view?usp=sharing


Minicursos

Dias 08, 09 e 10 de outubro – Manhã – 8h às 10h

Dia 09 de outubro – Noite – 19h às 23 horas

Valor R$ 10,00 por Minicurso

Poderão se inscrever em até 2 mini cursos, um de manhã e outro à noite (dia 09, exclusivamente)

Inscrição em Minicurso: Início das Inscrições: 28 de Julho / Término das inscrições: 22 de setembro de 2025

 

 

Minicurso 01

Título

História Política e Materialismo Histórico no Brasil

Coordenadores

Paulo Henrique Martinez (UNESP/Assis)

Ementa

Marcos interpretativos na historiografia política do Brasil

I) Revolução e contrarrevolução na Independência

II) Conciliação e dominação senhorial no Império

III) Escravidão e rebelião social

 

Sala 07

Carga Horária:

6 horas

8h às 10h

Datas

08/09/10

Vagas: 20

   

Minicurso 02

Título

Mitos e Mitologias Políticas no mundo contemporâneo: conspiração, idade de ouro, unidade e o salvador

Coordenadores

Marcio José Pereira (UNESPAR) Marcos Eduardo Meinerz (UNESPAR)

Ementa

Raoul Girardet identificou quatro grandes mitos políticos que estruturaram a imaginação política moderna: o mito da conspiração, o mito da unidade, o mito da idade de ouro e o mito do salvador. Embora formulados a partir da observação de movimentos nacionalistas e autoritários do século XIX e XX, esses mitos continuam presentes — ainda que ressignificados — no mundo contemporâneo. O mito da conspiração, que constrói a figura de um inimigo oculto responsável pela desordem social, reaparece com força nas teorias da conspiração difundidas em redes sociais e nas campanhas de desinformação. Ele é central para narrativas políticas que denunciam uma “elite globalista”, “infiltrados” ou “traidores da pátria”. O mito da unidade nacional, que exalta a fusão do povo em torno de valores supostamente comuns, persiste em discursos que rejeitam o pluralismo e apresentam a diversidade como ameaça à ordem. Ele se manifesta em apelos ao “povo de bem” ou à “verdadeira nação”, frequentemente usados para deslegitimar opositores políticos. O mito da idade de ouro, que idealiza um passado glorioso e puro, é mobilizado por projetos políticos que prometem restaurar uma suposta grandeza perdida — como o slogan “Make America Great Again” ou visões nostálgicas do Brasil “antes da corrupção”. Essa narrativa cria uma polarização entre um passado idealizado e um presente decadente. Por fim, o mito do salvador, centrado na figura de um líder carismático destinado a redimir a nação, permanece em lideranças populistas contemporâneas que se apresentam como únicas capazes de enfrentar “o sistema”, restaurar a ordem e proteger o povo. Esse mito confere ao líder um caráter messiânico, que transcende a lógica institucional. Em conjunto, esses mitos continuam a moldar percepções políticas, alimentar afetos coletivos e orientar escolhas eleitorais. Eles não apenas sustentam ideologias, mas estruturam o modo como as sociedades compreendem a si mesmas, seus conflitos e seu futuro. Portanto, o objetivo do minicurso é analisar os mitos políticos modernos, compreendendo seu papel na mobilização social, na construção da identidade nacional e na legitimação do poder político.

 

Sala 08

Carga Horária:

4 horas

8h às 10h

Datas

08/09

Vagas: 20

  

Minicurso 03

Título

Introdução ao problema do Antropoceno: as diferentes abordagens conceituais e suas possíveis implicações no pensamento histórico

Coordenadores

Tiago Viotto da Silva (UNESP/Assis)

Ementa

O objetivo do minicurso é apresentar, em linhas gerais, o debate a respeito da proposição do Antropoceno e suas possíveis reverberações no pensamento histórico contemporâneo. Para isso, são propostos dois momentos: no primeiro, trata-se de compreender a noção de Antropoceno enquanto objeto de tensão e disputa entre a Ciência do Sistema Terra, a Geologia (estratigrafia) e as Ciências Humanas. Em seguida, alguns dos problemas e conceitos mobilizados pelo encontro desses três saberes são conduzidos a uma reflexão acerca das condições de possibilidade do saber histórico na atualidade, norteada, especificamente, pelos seguintes temas: a relação Homem-Natureza; o pensamento acerca da totalidade; o problema do tempo e da mudança histórica; as implicações ético-políticas do conceito Antropoceno. Diante de um debate complexo e que se encontra em pleno movimento, a expectativa é que, como cartografia, esse panorama descritivo contribua para situar algumas das principais linhas de forças que constituem a proposição do Antropoceno.

 

Sala 09

Carga Horária:

4 horas

8h às 10h

Datas

09/10

Vagas: 20

  

Minicurso 04

Título

Futuros Históricos, uma introdução

Coordenadores

Thayran José Ramos (PPGH – UNESP/Assis)

Ementa

O minicurso possui como principal objetivo introduzir o conceito futuros históricos. Em março de 2021, na revista History and Theory, Simon e Tamm publicaram um artigo chamado Historical Futures e, com isso, inauguravam um projeto coletivo para a produção acerca da compreensão do futuro na história. Para isso, os autores estabeleceram um ponto de partida sobre a definição do conceito. Esses futuros históricos se referem aos futuros emergentes que se projetam a partir de uma desconexão entre a experiência passada e a possibilidade futura, sendo observados através das formas de transição, das práticas antecipatórias e dos registros. Portanto, o minicurso se propõe a investigar a pluralidade de futuros possíveis por meio das contribuições teóricas de Simon, Tamm e dos resultados desse projeto coletivo.

 

 

Sala 10

Carga Horária:

4 horas

19h às 23 horas

Datas

09 outubro

Vagas: 20

 

Minicurso 05

Título

Do biopoder à sexualidade / da abjeção à resistência: Foucault, Butler e Preciado entorno da Teoria Queer

Coordenadores

João Marcelo de Oliveira Cezar (PPGH – UNESP/Assis)

Ementa

O minicurso pretende apontar como o conceito de “biopoder”, central nos trabalhos de Michel Foucault, abre espaço para discussões entorno das categorias sexo, corpo, gênero e sexualidade, sobretudo enquanto construções históricas envoltas por relações de poder que buscam construir os sujeitos tidos como normais, úteis e dóceis às lógicas dominantes. As pesquisas acerca da história da sexualidade, desenvolvidas pelo filósofo francês, são retomadas por investigadores da chamada “Teoria Queer”, como Judith Butler e Paul Preciado, que buscam demarcar a falácia do essencialismo biológico que está por trás dos discursos acerca do gênero e da sexualidade. Se, por muito tempo, os corpos que desviavam dos padrões sexuais e de gênero foram colocados em posições de anormalidade e abjeção, quais os caminhos para possíveis resistências? Como os conceitos de “contrapoder”, “performatividade” e “contrassexualidade”, de Foucault, Butler e Preciado respectivamente, podem nos dar caminhos para resistir aos saberes e diretrizes que buscam moldar/demarcar nossos corpos e prazeres? O entrecruzamento Foucault-Butler-Preciado será possível por meio de uma análise dos conceitos produzidos por esses autores, bem como pela interpretação acerca de como se dão as reutilizações das conceitualizações foucaultianas pelos proponentes da Teoria Queer em questão; tais estudos podem ser inseridos em um ramo da Teoria da História, denominado de História Conceitual, que tem Reinhart Koselleck como principal balizador teórico e metodológico.

 

Sala 11

Carga Horária:

6 horas

8h às 10h

Datas

09/10

Vagas: 20

  

Minicurso 06

Título

História Digital: introdução à teoria e ao método

Coordenadores

Alesson Ramon Rota (UNESP-FAPESP)

Ementa

A história digital é um campo da historiografia que remonta aos anos 1990, quando surgiram as primeiras reflexões sobre a computação como meio de mediação entre a escrita da história e sua forma final – a narrativa. Desde então, a própria estrutura da web (das versões 1.0 à 4.0) sofreu alterações consideráveis, assim como a produção de dados, os suportes, o acesso e a interatividade entre “cliente” e “servidor”. Nesse contexto, a incipiente história digital passou a ter como principal motor e fundamento os algoritmos. Neste curso, será explorada a especificidade da história digital alicerçada em algoritmos. Além da aula expositiva teórica, será reservado tempo para exercícios práticos baseados em casos aplicados que articulam teoria e método relacionados à escrita da história e aos algoritmos.

Sala 01

Carga Horária:

4 horas

8h às 10h

Datas

09/10

Vagas: 20

  

Minicurso 07

Título

Os negros desapareceram do espaço? pensando o paradigma da ausência nos estudos de escravidão e pós-abolição na história regional (séculos XIX e XX)

Coordenadores

Bruno Gomes De Souza (PPGH-UNESP)

Matheus Cordeiro R. Dos Santos (PPGH-UNESP)

Ementa

O minicurso propõe uma análise crítica sobre a historiografia brasileira, abordando a invisibilidade das categorias de cor e raça nas narrativas históricas, especialmente nos contextos da escravidão e do pós-abolição. O chamado “paradigma da ausência” contribui para o embranquecimento das análises históricas, impactando a forma de olhar o outro, a construção das memórias, a história regional e até mesmo a interpretação das fontes. A proposta é convidar os participantes a repensar tradições historiográficas, interrogar as fontes nos suportes das categorias de cor, raça e gênero, assim como construir novas leituras que dialoguem com a realidade afro-brasileira. Afastando-se das interpretações estruturalistas do século XX dentro da historiografia, o presente minicurso visa trabalhar também metodologicamente fontes, interpretações históricas e a produção acadêmica diante do avanço da teoria pós-estruturalista que está em curso desde os anos de 1950 até os dias atuais.

Sala 03

Carga Horária:

4 horas

19h às 23h

Datas

09 outubro

Vagas: 20

  

Minicurso 08

Título

História Indígena: Introdução e debates Contemporâneos

Coordenadores

Elias Augusto Pereira Nascimento Paiva (PPGH-UNESP)

Ementa

O minicurso propõe-se a apresentar um panorama crítico da pesquisa em história indígena e do indigenismo no Brasil, debatendo as transformações teórico metodológicas que redefiniram o campo. Iniciando o debate analisando as primeiras abordagens no século XIX, introduzidas a partir do IHGB, e a construção de uma narrativa colonial acerca do indígena. Abordando posteriormente a virada crítica após a década de 80, a produção da nova história indígena, a busca pela desconstrução da narrativa tradicional e a percepção dos grupos indígenas enquanto agentes históricos. Chegando por fim aos debates contemporâneos tais como: a escrita da história pelos próprios indígenas, pesquisas relativas a reinvindicação de territórios tradicionais, educação indígena e decolonização do conhecimento e narrativa presentes na área. Tendo como cerne da proposta a percepção da mudança transcorrida ao longo dos anos e a aproximação das pesquisas em História com as temáticas desenvolvidas por outros campos, principalmente a antropologia, e as demandas dos próprios indígenas, que buscam seu local de direito como protagonistas na pesquisa e narrativa histórica.

Sala 05

Carga Horária:

4 horas

19h às 23h

Datas

09 de outubro

Vagas: 20

 

Minicurso 09

Título

Dinastia Constantiniana: legitimidade imperial, guerras civis, conflitos religiosos e agência das mulheres imperiais (séc. IV)

Coordenadores

Thaís de Almeida Rodrigues (PPGH/UNESP)

Ementa

Este minicurso investiga a dinastia constantiniana como eixo central para compreender as transformações políticas, religiosas e sociais do século IV. A partir da análise de fontes historiográficas, panegíricas, epigráficas e jurídicas, a proposta explora os mecanismos de construção da legitimidade imperial adotados por Constantino e seus sucessores, em meio à herança tetrárquica, à fragmentação política e às recorrentes guerras civis. Serão discutidos os processos de sucessão dinástica, as aclamações militares e os embates ideológicos que atravessaram o período, com especial atenção aos conflitos cristológicos e ao papel crescente da corte na mediação da política eclesiástica. Será abordado em particular a atuação das mulheres imperiais – como Constância, Fausta, Helena, Constantina e Eusébia – na configuração do poder e das redes de sociabilidade da elite imperial. Longe de figuras decorativas, essas mulheres desempenharam papéis estratégicos na consolidação de alianças, na legitimação de imperadores e na condução de negociações religiosas e políticas. Por meio de uma leitura crítica das representações e dos silenciamentos que cercam essas personagens, o curso propõe uma reflexão sobre agência feminina, auctoritas, e as dinâmicas no interior da história política do Império Romano.

Sala 06

Carga Horária:

6 horas

8h às 10h

Datas

08/09/10

Vagas: 20

  

Minicurso 10

Título

Heterotopias da Emoção: Espaços Educacionais e a (Des)Construção dos Regimes Afetivos a partir da História das emoções

Coordenadores

Damaris Caroline Quevedo de Melo (PPGH/UNESP)

Ementa

Como a História das emoções pode enriquecer a compreensão da formação do eu na educação? Como compreender a dimensão afetiva que atravessa a formação de sujeitos e as práticas pedagógicas?

A História das Emoções, como campo de estudo, pode enriquecer significativamente a compreensão da formação educacional e da dimensão afetiva que atravessa a formação de sujeitos e as práticas pedagógicas. O campo da História das Emoções se consolidou como uma categoria analítica e objeto de investigação autônomo, especialmente a partir do século XXI. Ele busca compreender as mudanças dos regimes afetivos das sociedades ocidentais em meio a profundas transformações históricas, como combates, crises econômicas, guerras e avanços tecnológicos. Uma de suas premissas é que as emoções não são entidades fixas ou universais, mas sim construções sociais e culturais que mudam com os lugares e o tempo. Este campo se caracteriza por uma perspectiva transdisciplinar, dialogando com as ciências sociais, antropologia, psicologia, humanidades, ciências biomédicas e neurociências. Contraria a visão tradicional que via as emoções como irracionais e opostas à razão, buscando entender como elas se formaram, estruturaram e se associaram aos afetos. A história das emoções permite reconhecer que a forma como o "eu" se constitui afetivamente é moldada por contextos históricos e culturais específicos. Isso significa que as emoções expressas ou reprimidas em ambientes educacionais não são apenas inatas, mas resultado de processos de aprendizagem cultural incorporada na sociedade que o sujeito pertence.

Sala mini de história

Carga Horária:

4horas

19h às 23h

Datas

09 outubro

Vagas: 20

 

Minicurso 11

Título

A Caridade em Portugal na Baixa Idade Média


AVISO - O MINI CURSO SERÁ ONLINE, NO LINK ABAIXO


https://meet.google.com/spw-eqsz-njf

Coordenadores

Eduardo Lima de Souza (PPGH/UNESP)

Ementa

A proposta do minicurso “A Caridade em Portugal na Baixa Idade Média” é apresentar um conjunto de práticas caritativas e de instituições pias em Portugal, sobretudo, a partir do século XIV, em que guerras, fomes e epidemias de peste se alastravam pelo reino português. A intensificação da carestia em Portugal a partir de 1300 e a consolidação dos mendicantes impulsionaram o crescimento de instituições caritativas por todo o reino. Efetivamente, albergarias, hospitais e gafarias alcançavam o próximo para além do quadro confraternal. Estendendo a mão ao pobre, recebiam o peregrino, tratavam o doente, acolhiam os enjeitados, socorriam os leprosos e enterravam seus mortos. Para compreendermos os incentivos às práticas caritativas e os merecedores de misericórdia – os pobres envergonhados, os mendigos, os escolares pobres, os órfãos, as viúvas, os doentes, os peregrinos, os cativos e os presos –, no Portugal trecentista e quatrocentista, lançaremos mão de um rol de fontes portuguesas e estudos historiográficos sobre a pobreza, a caridade e as instituições assistenciais. O minicurso será estruturado em cinco principais eixos temáticos: o sistema dogmático da caridade; o tempo das misérias; os miseráveis e a pobreza; a espiritualidade e a caridade feminina; e as instituições pias. Cada aula será ministrada a partir de textos historiográficos articulando fontes portuguesas redigidas entre os séculos XIV e XV, como tratados pastorais e edificantes, crônicas, compromissos de confraria e documentos jurídicos.

 

Sala vídeo prédio I

Carga Horária:

6 horas

8h às 10h

Datas

08/09/10

Vagas: 20

  

Minicurso 12

Título

História ambiental e alimentação

Coordenadores

Cíntia Verza Amarante (PPGH-UNESP)

 

Ementa

Este minicurso tem como objetivo articular a perspectiva de análise da história ambiental e os estudos sobre alimentação no contexto da cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável. Serão discutidas as relações entre ambiente, sociedade e alimentação, com destaque para o papel da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) e as contribuições dos brasileiros Josué de Castro e José Graziano da Silva no contexto brasileiro. Serão analisadas suas ideias, ações e influências na agência e no desenvolvimento de políticas públicas, como o Programa Fome Zero e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, inseridos no contexto da cooperação internacional e dos debates sobre desenvolvimento sustentável.

Sala 07

Carga Horária:

4 horas

19h às 23h

Datas

09 de outubro

Vagas: 20

  

Minicurso 13 FRANCA

Título

O impacto das reformas educacionais no ensino de História e na prática docente nas escolas paulistas.

Coordenadores

Arrovani Fonseca

Ementa

A proposta deste minicurso é refletir sobre as políticas educacionais em educação paulista na sua relação com o currículo e o ensino de História. O estado de São Paulo tem se tornado o epicentro das reformas educacionais haja vista que grupos ligados aos Reformadores Empresariais da Educação têm obtido sucesso ao definir os parâmetros as políticas públicas em educação no país. O Estado de São Paulo tornou-se pioneiro desde 2020 ao iniciar o processo de implementação das reformas educacionais balizadas pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e do novo ensino médio. Em se tratando da maior rede de escolas, professores e alunos do país e do próprio Estado têm apresentado as contradições dessa política pública, que é modelada pelos interesses em produzir formação educacional voltada para o uso de competências e habilidades vinculados aos interesses do mercado. Para tal realidade, a escola que surge impactada por essas mudanças, traz no seu interior, formação continuada por meios das aulas de trabalho pedagógico coletivo, materiais digitais e apostilados, seleção de conteúdos com base na divisão por áreas, em especial, para a área de ciências humanas e sociais aplicadas, além do que, um incremento crescente da plataformização da educação. A padronização dos processos educacionais tem se tornado a tônica das reformas educacionais interfere na realidade escolar ao esquecer da diversidade de sujeitos envolvidos em suas múltiplas realidades socioeconômicas e culturais. Desse modo, a proposta deste minucuso visa a oferecer ao público interessado um momento de diálogo bibliográfico com produções acadêmicas e de reflexão sobre as mudanças no ensino de História e da prática docente dentro desse novo quadro do ensino público paulista.

 

Sala Auditório I

FCHS - FRANCA

Carga Horária:

4 horas

8h as 10h

Datas

09/10

Vagas: 20

  


Atividades Culturais

Sarau Cultural do CAHIST

Local: Antonio Merisse

Dia 10 de Outubro


ABERTURA COM COMISSÃO ELZA - 19:30

LYRYCA MC - 19:45H

TAYE - 20:30H

TAIZ - 21:30H

RU NOTURNO - 22:15H



Exposição Imagens Humanas  - por MARCELO SAMPAIO 

Em parceria com o CEDAP e a XLI SEMANA DE HISTÓRIA, da FCL/Assis. 



Exibição do documentário - CDHU Memória de moradia 

Em breve, link de inscrições 



Lançamento de Livros

Dia 09 de Outubro às 18 horas

Local: Departamento de História

Título: Agentes, poder e territórios nos mundos coloniais (séculos XVI ao XIX)

Autor: Maria Cristina Scatamacchia, André Figueiredo Rodrigues e Renato da Silva Dias (organizadores)

Editora: Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Ano: 2025

Sinopse: A coletânea Agentes, poder e territórios nos mundos coloniais (séculos XVI ao XIX) analisa, sob uma perspectiva cronológica de longa duração, a ocupação e formação dos aldeamentos indígenas paulistas desde o século XVI até os movimentos separatistas na América Latina e no Brasil na década de 1820. O livro destaca a contribuição de diversos agentes sociais, como portugueses, indígenas, africanos escravizados e mestiços, para a construção de um mundo colonial dinâmico e plural, marcado por conflitos e interesses variados. Os estudos apresentados exploram as transformações contínuas nas sociedades, enfatizando suas diversidades geográficas, ambientais, sociais, políticas e culturais. Pesquisadores do Brasil e de outros países analisam práticas sociais e culturais em regiões como a América portuguesa, Peru, Paraguai, Argentina e Chile, e, em uma perspectiva maior, de seus períodos coloniais à América Latina da Independência, ampliando a compreensão da diversidade cultural e das interconexões entre esses territórios.

 

Título: Educação paulista pelo prisma do anarquismo: Escola Moderna e João Penteado

Autor: Matheus Barrientos Ferreira

Editora: Editora Texto e Contexto

Ano: 2025

Sinopse: A presente escrita não busca adentrar no campo da discussão pedagógica e na esfera que abrange a todas as instituições escolares da cidade de São Paulo durante começo do século XX, mas sim, promover a reflexão através do ensino libertário e sua tentativa de ocupar o lugar ausentado pelo Estado na vida acadêmica de cada cidadão paulistano. Essa obra não tem por objetivo principal reconstruir a história da educação na cidade de São Paulo ou do movimento anarquista em todas as suas esferas, mas sim, promover reflexões sobre o processo entre a realidade e as ações do movimento pedagógico anarquista para a promoção de mudanças na sociedade em que estavam inseridos. Busco proporcionar ao leitor reflexões, e em sua individualidade cognitiva busque respostas. Além disso, que os pensamentos expostos tragam para o ser a inquietação por respostas dentro de sua realidade. O ensino libertário, não só liberta, traz clareza ao homem, retira-o das garras da exploração e constrói dentro do seu imaginário social seus deveres e direitos, resultando na luta de classes, o objetivo almejado somente ocorrerá com esclarecimento da sociedade, dos trabalhadores, o ensino foi e sempre será o único meio para o progresso.

 

Título: Entre Césares e Imperadores: As ações de Constantina e Eusébia

Autor: Thaís de Almeida Rodrigues

Editora: CRV

Ano: 2025

Sinopse: Na Antiguidade Tardia, o poder feminino na corte imperial romana raramente era exercido de forma direta, mas sua influência reverberava nas decisões políticas e culturais do Império. Este livro explora a atuação de Eusébia, segunda esposa do imperador Constâncio II, e de Constantina, irmã deste imperador, duas figuras marcantes que moldaram os rumos do Império Romano no século IV, mesmo sem ocuparem cargos oficiais. Por meio de uma análise aprofundada de fontes históricas, como o Panegírico em honra à imperatriz Eusébia, a Carta ao Senado e ao povo de Atenas de Juliano, as Res Gestae de Amiano Marcelino e a História Eclesiástica de Filostórgio, esta obra revela como essas mulheres interferiram em assuntos imperiais cruciais. Entre suas ações, destacam-se o apoio de Eusébia à nomeação de Juliano como César e o papel estratégico de Constantina na condução do usurpador Vetrânio contra Magnêncio. A obra detalha como, por intermédio de suas iniciativas, Eusébia e Constantina contribuíram para a manutenção da ordem imperial, influenciando decisões políticas e religiosas em um período de intensas disputas internas e externas. Entre Césares e Imperadores: as ações de Constantina e Eusébia é um convite a repensar o papel feminino na construção do poder imperial romano e a reconhecer as múltiplas formas de liderança e autoridade exercidas por essas imperatrizes.

 

Título: Polêmicas e Diversidades Político-Culturais das Antiguidades

Autor: Ana Carolina Picoli Sotocorno e Thaís de Almeida Rodrigues (organizadoras)

Editora: CRV

Ano: 2025

Sinopse: esta coletânea reúne dezenove capítulos que exploram as múltiplas dimensões políticas, culturais, sociais e religiosas do mundo antigo e tardo-antigo. Fruto das atividades do Grupo de Estudos em Antiguidade Tardia (GEAT), a obra se estrutura em três eixos temáticos: Poder e Representações Imperiais; Religião e Experiências Devocionais; e Dinâmicas Sociais e Circulação de Elites. Os textos transitam por um amplo recorte temporal e geográfico — da Babilônia ao Mediterrâneo, da República Romana ao cristianismo oriental —, articulando abordagens interdisciplinares e temas como memória, gênero, violência simbólica, recepção histórica e disputas teológicas. Ao reunir autoras e autores de diversas instituições e níveis de formação, o volume evidencia a vitalidade dos estudos sobre as Antiguidades no Brasil e propõe novos olhares sobre temas clássicos à luz de debates contemporâneos. Trata-se de uma contribuição inovadora e plural à historiografia antiga.


Título: Alimentação em tempos de peste: conselhos médicos na Castela do século XV.

Autor: André Silva Ranhel.

Editora: Paco Editorial.

Ano: 2025.

Sinopse: A obra, que é resultado da pesquisa de mestrado do autor, se propõe a esmiuçar os conselhos presentes nas obras médicas destinadas ao combate da peste, em específico as que foram produzidas ou traduzidas em castelhano no século XV. Desta forma, serializa escritos médicos que foram essenciais para a definição de práticas e condutas na coroa de Castela, buscando fortalecer os corpos e as almas dos doentes durante a Peste Negra. Dentre as diversas prescrições, o livro se dedica ao estudo sobre o uso dos alimentos, considerados como sustento e remédio para o corpo e, igualmente, essenciais à salvação espiritual quando consumidos corretamente. A ordenação de alimentos sólidos e líquidos buscava definir hábitos de prevenção e cura contra a doença, refletindo conhecimentos baseados em medicina greco-romana, árabe e judaica, além de pôr em pauta as experiências e concepções dos próprios médicos castelhanos do século XV.


Título: A oficialização dos carnavais de São Paulo: Da consagração dos enredos nas escolas de samba à monumentalidade dos desfiles (1968-1991)”.

Autor: Zélia Lopes da Silva.  

Editora: Paco Editorial.

Ano: 2025

Sinopse: Este livro tem como foco os carnavais ocorridos na cidade de São Paulo entre os anos de 1968 a 1991. Alguns acontecimentos que alteraram essas manifestações instigaram às minhas reflexões. Por exemplo, 1968, data do recorte inicial dessa pesquisa, refere-se à oficialização pelo poder público de São Paulo do carnaval e demais “folguedos populares” praticados pelos paulistanos. A solicitação partiu dos protagonistas negros do mundo do samba que se encontravam diante de impasses financeiros que os impediam de continuar as suas exibições durante esses folguedos. Tal medida redefiniu os parâmetros e protocolos para essas exibições e, a cada ano, as transformações sinalizavam para um carnaval-show que exigia novos palcos para suas performances. O Sambódromo foi a solução para garantir outro aporte aos desfiles e sua monumentalidade crescente, atendendo as aspirações dos protagonistas envolvidos bem como os interesses midiáticos televisivos que cobriam tais eventos.

 

Título: Os carnavais do Brasil nos tempos (da modernidade e) da pós-modernidade (Séculos XX/XXI).

Autores: Zélia Lopes da Silva; Danilo Alves Bezerra; Ynayan Lyra Souza (Orgs).

Editora: Paco Editorial.

Ano: 2025

Sinopse: Este livro agrega pesquisadores que vêm discutindo os carnavais ocorridos nas cidades brasileiras, de norte a sul do país em tempos distintos de seu acontecer, o que permitem aos estudiosos capturar os foliões e folionas em contextos peculiares que trazem os modismos, valores, prazeres e desprazeres, típicos de cada época, projetados por esses distintos brincantes. Cabe assinalar que as capitais destacaram-se nessas brincadeiras festivas dedicadas a Momo, notadamente o Rio de Janeiro por ser por longo tempo a capital do país, primeiramente com o entrudo e, posteriormente, com outras modalidades de brincadeiras carnavalescas cujo perfil foi alterado após os anos 1930 e seguintes. Entrementes, nas últimas décadas do século XX e, também, nos primórdios do século XXI, outras mudanças cruciais surgiram em suas estruturas e redefiniram os sentidos que os participantes desses eventos passaram a atribuir aos mesmos, expressos nas experiências do carnaval-show midiático promovido pelas escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo que passou a vigorar nos finais do século XX e anos seguintes nessas metrópoles. Nesse mesmo processo, os blocos ocuparam as ruas das cidades brasileiras, chegando nos dias atuais a impressionar pela sua diversidade e pela capacidade de agregar multidões de brincantes do Brasil e do exterior que, em suas expressões irreverentes e caricatas acionam dispositivos para colocar em xeque os valores e as hierarquias sociais vigentes. 






Inscrições

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Minicursos

Ao se inscrever em um Minicurso em qualquer data (abas abaixo), o participante estará inscrito em todos os dias em que a atividade será realizada (vide programação do evento)

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Anfiteatro Antonio Merisse / Salas de Videoconferências / Salas de aula do prédio de História / Minianfiteatro de História (Unesp / Assis) - Sala Auditório I FCHS (Unesp / Franca)

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